O QUE NOS DIZEM OS DADOS GLOBAIS
Com base em mais de 10.000 respostas recolhidas em cinco continentes, o Relatório Global de Fitness 2026 oferece uma visão aprofundada sobre como as pessoas se relacionam com o exercício atualmente e para onde o setor está a evoluir.

Os dados revelam que:
• 54% das pessoas querem experimentar novas formas de ficar em forma, embora 41% ainda vejam o exercício como uma obrigação.
• Membros de ginásios têm uma probabilidade 46% superior de se sentirem muito satisfeitos com o seu bem-estar pessoal, em comparação com não membros.
• 62% das gerações mais jovens, Geração Z e Millennials, preferem treinos que desafiam os seus limites.
• Entre quem quer começar treino de força, 54% dizem sentir-se perdidos devido a conselhos contraditórios e 50% sentem-se intimidados pela zona de pesos.
Estes números reforçam uma ideia central: as pessoas querem evoluir, mas precisam de orientação clara, apoio humano e ambientes que gerem confiança.
HUMANOS VS IA: O QUE ESCOLHER?
Quando questionados sobre a preferência entre conteúdos de fitness criados por humanos ou por IA, apenas 10% optam por um treinador artificial, sobretudo pela conveniência e personalização.
Em contraste, 52% demonstram preferência por um treinador humano, valorizando a ligação pessoal, a experiência e a capacidade de adaptação em tempo real. Destes, 31% preferem claramente a opção humana e 21% inclinam-se para ela. Os restantes 37% mantêm-se indecisos.
Curiosamente, apesar de crescerem rodeadas de tecnologia, as gerações mais jovens são as que mais valorizam a presença humana. Apenas 11% dos jovens entre os 16 e os 27 anos e 9% dos adultos entre os 28 e os 40 anos preferem conteúdos gerados por IA.
UMA SURPRESA NOS DADOS: QUEM ESTÁ MAIS ABERTO À IA?
O grupo etário com mais de 55 anos é o mais recetivo à utilização de IA no fitness, com 13% a preferirem um treinador artificial, a percentagem mais elevada entre todas as faixas etárias.
Este dado sugere que a aceitação da IA não está diretamente ligada à idade ou à literacia digital, mas sim a prioridades individuais, como conveniência, autonomia ou gestão do tempo.
O PODER DO TREINO EM GRUPO
“Tecnologia está a moldar o fitness de inúmeras formas, mas nada substitui a energia de uma aula ao vivo”, afirma Bryce Hastings, Diretor de Investigação da Les Mills. “Os resultados mostram que continuamos a ser seres sociais quando se trata de treinar.”
Segundo Hastings, o treino em grupo potencia o chamado efeito de grupo, que aumenta o prazer, a satisfação e o nível de esforço. O instrutor desempenha aqui um papel central, ao criar ligação entre as pessoas, transformar ciência em prática e gerar um verdadeiro sentimento de equipa.
O QUE ISTO SIGNIFICA PARA O FUTURO DO FITNESS
O Relatório Global de Fitness 2026 analisa em profundidade as motivações e barreiras à prática de exercício, o crescimento do treino de força e a evolução do conceito de bem-estar. Em conjunto, os dados apontam para um futuro onde estratégias centradas nas pessoas, apoiadas por tecnologia e excelência operacional, serão fundamentais para o crescimento sustentável e a retenção de praticantes.
A tecnologia continuará a evoluir. Mas no fitness, o fator humano continua a ser o que faz a diferença.
Morada:
Estrada de Talaíde, Cruzamento de São Marcos, Pavilhão n.º 4,
2635-631 Rio de Mouro,
Portugal
Horário:
09h00–13h00 / 14h00–17h00
